
A não-ordenação feminina: delimitando as assimetrias de gênero na Igreja Católica (II)
Aqui se observa tanto uma aceitação da norma quanto uma simultânea contestação desta. Note-se, entretanto, que Celina questiona a autoridade do padre, mas não a prescrição eclesiástica sobre a ordenação de mulheres. Essa jovem avalia que os direitos devem ser iguais, mas parece não associar a questão dos direitos entre homens e mulheres com o exercício de determinadas funções, ou melhor, ela reproduz o discurso que define cargos para homens e mulheres, tendo em vista sua concordância com o fato de que as mulheres sejam ministras da Eucaristia,29 e mostra seu incômodo com os padres que não permitem o exercício dessa função pelas mulheres.


